O que estão falando sobre o Novo Ensino Médio em 2023?

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Sumário

Não é mais possível dizer que o Novo Ensino Médio seja uma novidade.

Em vigor desde 2022, ele já é parte obrigatória da grade curricular de escolas públicas e particulares em todo o Brasil.

Mas, apesar disso, a situação do Novo Ensino Médio em 2023 ainda é cercada de incertezas e polêmicas.

Entre críticos e defensores, neste texto vamos ouvir todos os lados e entender qual é a realidade do modelo atual de Ensino Médio e o que podemos esperar para um futuro próximo.

Qual é o cenário esperado para o Novo Ensino Médio em 2023?

Segundo pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), 55% da população se diz pouco ou nada informada sobre o Novo Ensino Médio, enquanto apenas 15% se diz informada ou bem informada sobre a modalidade.

Considerando que o Novo Ensino Médio em 2023 completa seu primeiro aniversário, o dado é preocupante, pois indica que o poder público não está conseguindo se comunicar de forma eficiente com a população sobre a importância e as particularidades dessa reestruturação.

Muito por isso, no início de Abril saiu a notícia que o Governo Federal suspendeu a implementação do Novo Ensino Médio. Serão, inicialmente, 60 dias de suspensão. As discussões sobre o assunto devem ficar mais acaloradas nesse período. Não se sabe, ainda, se será retomada ou não.

Os motivos para alguns dos problemas dessa implementação nós discutiremos a seguir. Dessa forma, você conseguirá entender mais o que motivou tal suspensão.

O que estão falando sobre o Novo Ensino Médio em 2023?

As manchetes sobre o Novo Ensino Médio em 2023 indicam uma divisão nas opiniões. 

De um lado, entidades do poder público defendem a continuidade e a eficiência do modelo.

Do outro, setores da educação acompanhados de organizações estudantis pedem a sua revogação imediata.

Se analisarmos as últimas notícias sobre o tema, essa discussão parece estar longe de acabar.

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Protestos dos alunos contra o Novo Ensino Médio

Desde o início do ano, protestos vêm sendo registrados em diversas cidades brasileiras contra o Novo Ensino Médio.

Nesses eventos, que contam com a presença de alunos e professores, o argumento é que o modelo “favorece o sistema, e não o aluno”.

Reportagens recentes de grandes portais de notícias que mostram alguns alunos tendo apenas duas aulas de português e matemática por semana, ao mesmo tempo em que as escolas oferecem disciplinas optativas sobre RPG e “como se tornar um milionário”, aumentaram a proporção das críticas.

Diante de tanta incerteza, a primeira coisa que precisamos entender é: por que o Novo Ensino Médio se mostrou tão polêmico? 

Pontos polêmicos do Novo Ensino Médio em 2023

  • Menos prioridade para as disciplinas clássicas: por conta da carga horária obrigatória de itinerários formativos, alguns alunos reclamam que estão tendo poucas aulas das disciplinas tradicionais, como português e matemática, o que pode prejudicá-los em futuros vestibulares e no ENEM.
  • O aumento da carga horária: a carga horária do Novo Ensino Médio passou de 2.400 para 3.000 horas-aula ao final de três anos, fazendo com que muitas escolas tenham adotado o ensino em tempo integral. Isso prejudica os alunos mais pobres, que precisam conciliar trabalho e estudo.
  • Alunos de escolas públicas e do interior largam atrás: as escolas públicas não possuem a mesma infraestrutura, portanto, não podem oferecer o mesmo cardápio de itinerários formativos da maioria das escolas particulares. Isso faz com que seus alunos saiam em desvantagem na busca por profissões mais bem remuneradas, sobretudo ligadas à tecnologia.
  • Falta de estímulo para o Ensino Superior: como muitas das disciplinas optativas são profissionalizantes, isso pode desestimular os jovens a seguirem rumo ao Ensino Superior, limitando sua possibilidade de crescimento profissional no futuro.
  • Falta de diálogo e de integração entre os agentes da educação: desde a implementação do modelo até agora, uma das maiores queixas é a falta de diálogo aberto das secretarias educacionais com professores e alunos, seja para explicar as mudanças ou para ouvir reclamações e buscar soluções conjuntas.

Caso você ainda não saiba o que são os itinerários formativos do Novo Ensino Médio, clique aqui!

Pedidos de revogação vs defesa da continuidade

Por conta dessas polêmicas, grupos estudantis como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) pedem a revogação do modelo do Novo Ensino Médio.

Além disso, esses grupos clamam por uma nova reforma educacional, que seja construída a partir de um diálogo entre sociedade civil, estudantes e governo.

Por outro lado, o MEC (Ministério da Educação) e os governos estaduais argumentam que a modalidade traz alguns benefícios notáveis, que ajudam a superar barreiras históricas da educação e não podem ser descartados.

Embora reconheçam que aperfeiçoamentos precisam ser feitos, eles preferem focar nos pontos positivos do Novo Ensino Médio, como:

  • Ampliação do leque de aprendizado, já que apesar de haver disciplinas optativas, nenhuma das tradicionais deve ficar de fora.
  • Maior engajamento dos alunos, já que as disciplinas optativas serão escolhidas por eles.
  • A possibilidade de formação em um curso técnico, adiantando a entrada do jovem no mercado de trabalho.
  • Mais tempo em sala de aula, afastando jovens vulneráveis da criminalidade.
  • A criação do Projeto de Vida, que ajuda a guiar o aluno nas suas escolhas fora da sala de aula.

Caso você ainda não saiba o que é o projeto de vida do Novo Ensino Médio, clique aqui!

O que dizem os especialistas

Enquanto os contrários e os favoráveis entram em embate, os especialistas da área buscam um meio termo.

Na opinião da ONG Todos Pela Educação, as reivindicações dos alunos são válidas, mas simplesmente “jogar fora” o modelo atual seria inviável.

Para eles, o Novo Ensino Médio aponta para a direção correta ao investir na interdisciplinaridade e no aumento da carga horária.

Por outro lado, o modelo erra ao não oferecer maior suporte para as secretarias de ensino, gerando problemas na hora da implementação.

Além disso, é consenso entre os especialistas que apenas modificar a grade curricular não é o suficiente.

Para que o Novo Ensino Médio em 2023 realmente atinja o sucesso será necessário levar em conta elementos como a infraestrutura das escolas, a gestão escolar, a valorização e formação do professor, entre outros.

Diálogo com a sociedade

Em meio a tantas opiniões diversas, o MEC abriu uma consulta pública para avaliar uma possível reforma no Novo Ensino Médio em 2023.

Segundo o órgão, a decisão “transcende a simples revogação” e é necessário ouvir todos os setores da sociedade para, juntos, decidirem os melhores caminhos para a educação dos jovens.

A consulta pública foi aberta no dia 9 de março de 2023 e tudo indica que novas informações devem surgir a qualquer momento, tendo em vista que o governo tem pressa nas suas resoluções para não prejudicar os alunos que prestarão o ENEM 2024.

Com a suspensão dessa implementação, como mencionamos acima, não se sabe ainda os rumos dos resultados dessa consulta, bem como o impacto disso na escola e na preparação do Exame Nacional do Ensino Médio.

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